
Mesmo não se movendo tanto quanto antigamente, os integrantes conseguem manter o público hipnotizado com sua experiência de veteranos. A dupla de guitarristas merece todo destaque, com Tipton em particular mostrando que aos 60 anos de idade está cada vez mais rápido e certeiro.
Foi na terceira canção, "Metal Gods", do clássico álbum "British Steel" (1980) que os ânimos começaram e se aquecer. Num dos pontos altos do espetáculo, os fãs levantaram em massa as mãos, fazendo o famoso sinal diabólico que simboliza o heavy metal e cantaram a faixa em uníssono do começo ao fim.
Em seguida, Halford emendou o primeiro dos discursos que faria durante o show, honrando a lealdade dos fãs do "heavy fucking metal". Enquanto outras bandas de sua geração demonstram certa vergonha do rótulo, o Judas Priest sempre hasteou com orgulho a bandeira do estilo. Clichê? Talvez, mas eles ajudaram a inventar.
A partir daí o agito estava garantido até o final do espetáculo. Durante os sucessos dos anos 70 e 80, como "Breaking The Law", "Rock Hard, Ride Free" e "Sinner" a energia era alucinante, especialmente nos refrões.
Mas o ponto alto do repertório foi a faixa-título do álbum "Painkiller", de 1990. Querido do público nacional desde que o Judas Priest se apresentou pela primeira vez no país em 1991, trazendo a turnê do álbum ao festival Rock In Rio II. A música foi recebida com entusiasmo ainda maior do que as demais, antes mesmo do primeiro acorde, já no solo introdutório do performático Travis, que sempre que podia, fazia malabarismos com as baquetas.
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