
Em sua quarta passagem pelo Brasil, a banda inglesa de heavy metal Judas Priest demonstrou com facilidade por que é considerada um dos nomes essenciais do gênero.
Quem esteve no Credicard Hall, em São Paulo no último sábado (15), pôde contar mais uma vez com o carisma e a competência do vocalista Rob Halford, duelos certeiros entre os guitarristas Glenn Tipton e KK Downing e peso e precisão fornecidos pelo baixista Ian Hill e o baterista Scott Travis, único integrante atual que não fez parte da formação clássica da banda nos anos 70 e 80.
A apresentação de cerca de 1h35 provou que o Judas Priest se encontra numa boa fase de sua história de quase 40 anos. Seu último lançamento, o álbum conceitual "Nostradamus", lançado este ano, tem sido considerado um dos melhores da carreira da banda.
Assim, o repertório misturando clássicos do passado com material novo não tinha como decepcionar o público, que praticamente lotava o Credicard Hall. A multidão, que transcendia gerações, tinha grandes quantidades tanto de adolescentes quanto de fãs de meia idade, que acompanham a banda desde os anos 70. Era possível ver até mesmo famílias inteiras, com pai, mãe e filhos vestindo camisetas do Judas Priest.
Antes mesmo da banda começar a tocar, o elaborado palco que tem sido montado durante toda a turnê de "Nostradamus" já impressionava, com suas plataformas, escadas e bandeiras gigantes no fundo, que se alternaram conforme o tema de cada canção.
A banda entrou às 22h15, com a dobradinha da climática introdução "Dawn Of Creation" e "Prophecy", que abrem o novo álbum. Durante os primeiros minutos, a platéia se perguntava onde estaria Rob Halford, até que o que parecia ser uma estátua representando uma espécie de mago metálico, começa a se mexer, revelando se tratar do vocalista.
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